À beira-mar em Salvador da Bahia


Estou sentada à beira da piscina, debaixo de uma chuva pequena. Estes dias têm sido ocupados e não escrevi muito... mas sinto a necessidade de vir aqui para, de alguma forma, me conectar. É quando escrevo que tenho mais consciência de tudo o que estou a viver e às vezes até me surpreendo, porque quando exposto em palavras fica tudo mais real. Ontem fui almoçar com o Diogo, que conheci no dia anterior, e acabou por ser um almoço tão agradável na costa de Salvador da Bahia, que o tempo passou rápido. O Diogo é português, tem 33 anos e é uma pessoa simples... um miúdo cheio de sonhos e um homem com ambição. Como eu, é um apaixonado por aviação, sabe viver e vê para além do óbvio, com espírito de aventura. Compreendemos os dois a importância de olhar para as oportunidades e é curioso como a vida nos faz cruzar de forma tão passageira com pessoas tão parecidas connosco. E mais irónico é partilharmos da mesma sensação de que pessoas destas são raras de encontrar, sabendo que umas horas depois nos despedimos e cada um segue o seu caminho. Acontece sempre isso com todas as pessoas que vou conhecendo nas minhas viagens... pessoas com quem gosto de privar, o tipo de pessoas que não é tão fácil encontrar na minha vida normal em casa, mas com quem apenas partilho umas horas de conversa. Mas enfim, acima de tudo posso ser muito grata por ter na minha vida boas amizades que nascem das viagens e que, apesar da distância, não deixam de me ensinar tanto, de me visitar em Portugal e de me ligar de vez em quando. O melhor de viajar sozinha é conhecer pessoas, quase sempre muito mais velhas do que eu, que partilham as suas experiências de vida e me fazem lembrar do que eu quero e o que não quero mesmo para mim. E isto é crescer, aprender com os erros dos outros, ouvir conselhos de quem sabe mais e guardá-los com humildade. Acho que são estas as balizas da minha vida. Agora falta o próximo golo.



Na costa de Salvador, o almoço foi moqueca de camarão, um prato típico da Bahia, resultado da influência africana que remonta ao período da escravização dos povos. E claro, da ementa fez parte o famoso aracajé e a bela da caipirinha.


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